• setembro 26, 2021

Brasil conquista três medalhas na Copa Pan-Americana de Marcha Atlética

O Brasil, mesmo tendo cumprido 10 dias de quarentena e treinado em esquema de horários reduzidos, ganhou três medalhas na Copa Pan-Americana de Marcha Atlética, disputada nesta sexta-feira (7/5), num circuito de 2 km, montado na Avenida Paseo Del Parque, em Guayaquil, Equador. As medalhas foram conquistadas por Caio Bonfim, prata nos 20 km, bronze com Viviane Santana Lyra, também nos 20 km, e ouro com Gabriela de Souza Muniz nos 10 km sub-20.

Gabriela, de 18 anos, que treina em Sobradinho (DF), bateu o recorde brasileiro sub-20, com 47:49:17, melhorando em quase um minuto o seu recorde anterior, de 48:41, obtido na Copa Brasil, no último dia 14 de março, em Bragança Paulista (SP). Ela ratificou o índice (50:30) para disputar o Campeonato Mundial Sub-20, marcado para agosto, em Nairóbi, no Quênia. Gabrielly Cristina dos Santos completou as cinco voltas em nono lugar, com 55:23.57, enquanto Bruna Batista de Oliveira terminou em 12º, com 57:45.40.

Já Caio Bonfim, medalha de bronze no Mundial de Londres-2017 e qualificado para os Jogos de Tóquio, fez uma ótima prova e completou as 10 voltas no circuito em 1:21:41.68, melhor marca no Ranking Brasileiro de 2021. Ele só foi superado pelo colombiano Eider Arevalo, campeão mundial de Londres-2017 e do Mundial Sub-20 de Barcelona-2012, que obteve o tempo de 1:21:36.08. O equatoriano Alexander Hurtado ficou em terceiro lugar, com 1:21:47.07, seguido do compatriota Daniel Pintado, medalha de ouro no Pan-Americano de Lima-2019, com 1:21:58.28.

Matheus Gabriel Correa, também qualificado para a Olimpíada, terminou a prova dos 20 km em oitavo lugar, com 1:23:30.23, enquanto Lucas Mazzo ficou na 12ª colocação, com 1:25:42.92.

“A prova foi muito dura, do início ao fim. Os atletas sul-americanos são muito fortes e o vencedor é um campeão do mundo. O Equador, em casa, teve cinco atletas fortes. Estou muito feliz, mais um passo importante foi dado. Volto para casa com essa medalha de prata”, disse Caio Bonfim, o melhor marchador da história no Brasil.

Na prova feminina, Viviane Santana Lyra completou a distância em terceiro lugar, com 1:34:57.76, atrás das equatorianas Paola Perez (1:30:37.50) e Karla Jaramillo, ouro no Pan de Lima (1:31:53.22). Emily Pastor ficou em 13º, com 1:52:57.30, enquanto Elianay Barbosa não concluiu a prova.

“A medalha nos 20 km foi surpreendente. Mas graças a Deus e a toda a preparação que vem sendo feita nós estávamos preparados para entrar forte nos 20 km e buscar uma boa pontuação para alcançar a vaga olímpica”, disse Viviane. “Estamos realmente muito felizes porque vemos que estamos no caminho certo. Estou muito agradecida a todos os esforços da CBAt para nos trazer a esta competição em meio a uma pandemia, onde tivemos que passar 10 dias em quarentena no Equador. Acredito até isso nos ajudou a nossa adaptação ao clima e alimentação”, comentou.

Érica Sena, qualificada para a Olimpíada, que vive no Equador também participou da prova, como convidada, mas abandonou com dores musculares quando estava na liderança. “Apesar do problema, me senti muito bem e estava segura que iria ganhar a prova”, comentou.

Nos 35 km, prova vencida pela equatoriana Nathaly Loeo, com 2:54:44.80, Paula Raissa Paz ficou na sétima posição, com 3:43:10.15, seguida de Elisangela Pereira da Silva, com 3:44:21.06.

Já nos 50 km, Max Batista dos Santos terminou em quarto lugar, com 4:11:33.82, enquanto José Alessandro Bagio e Rudney Dias Nogueira não completaram a distância.

E, nos 10 km Sub-20 masculino, Heron Rodrigues Miranda, único representante do Brasil, ficou em sexto lugar, com 45:41:51, alcançando o índice de 45:43.25, exigido para o Campeonato Pan-Americano Sub-20 de Santiago, no Chile. O campeão foi o guatemalteco Bryan Mathias, com 43:41.31.

“Quero saudar todos os atletas, treinadores e integrantes da equipe multidisciplinar. Esta Copa Pan-Americana exigiu um esforço imenso por parte de todos em virtude da quarentena exigida pelo Equador. Apenas o Brasil teve que fazer essa quarentena. Isso valoriza ainda mais os feitos dessa valorosa delegação. A marcha atlética brasileira segue crescendo, isso nos orgulha e motiva”, comentou o presidente do Conselho de Administração da Confederação Brasileira de Atletismo, Wlamir Motta Campos.

Pela primeira vez em 2021 a prova da marcha atlética será realizada nos Jogos Escolares Brasileiros, nas distâncias de 3.000 m no feminino e 5.000 m no masculino. “Tenho certeza que isso será um divisor de águas para a massificação da marcha atlética no País”, afirmou Wlamir Motta Campos.

Fonte: http://www.cbat.org.br/novo/noticias/noticia.aspx?id=29651

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